Arquivo | Textos RSS feed for this section

Trecho do livro “O Fortim”

12 jan

Acabei de terminar de ler o livro O Fortim. Bem antes do que tinha planejado! 

O final não foi exatamente como imaginei, mas valeu a pena…é um bom livro. A mistura de história, romance, terror e suspense deu certo, apesar de alguns trechos parecerem um pouco exagerados.

Fiquei até com vontade de assisitir ao filme Fortaleza Maldita, que foi inspirado no livro. Apesar de ter lido críticas péssimas do filme, gostaria de ver como o livro ficou adaptado para o cinema. Mas, é óbvio, que não encontrei o título na locadora próximo à minha casa…

Bem, como parte em que o autor descreve a primeira noite de amor da protagonista é a minha preferida do livro, resolvi compartilhá-la com vcs. A cena foi descrita de uma maneira muito bonita…simples e envolvente.

Cena do filme Fortaleza Maldita - Magda e Glenn

[…] O olhar dela foi atraído pelas marcas da lâmina, toda coberta por estranhos símbolos. não eram simplesmente desenhados na superfície azul do metal, mas entalhados nela. Magda correu a ponta do dedo mínimo ao longo dos entalhes. Eram runas, mas de uma espécie que ela nunca vira. Conhecia as runas germânicas e escandinavas, que remontavam à Idade Média, talvez do século III. Estas, porém, eram mais velhas. Muito mais. Possuíam uma catacterística de misteriosa antiguidade que a intrigava, parecendo deslocar-se enquanto eram examinadas. Aquela lâmina antiga…tão antiga que magda pôs-se a imaginar quem ou o quê a teria fabricado.

A porta do quarto foi fechada com violência.

– Encontrou o que estava procurando?

Magda pôs-se de pé rapidamente ao ouvir o ruído da porta, fazendo com a tampa da caixa se fechasse sobre a lâmina. Voltou-se e encarou Glenn, com o coração batendo mais depressa por efeito da surpresa – e da culpa.

– Glenn, eu…

Ele parecia furioso.

– Pensei que poderia confiar em você! O que esperava encontrar aí?

– Nada…Vim aqui à sua procura.  – Não compreendia a intensidade da reação dele. Por certo, tinha o direito de ficar aborrecido, mas tamanha indignação…

– Você pensou que me encontraria dentro do armário?

– Não. Eu… – Por que tentar explicar? Pareceria uma desculpa esfarrapada. Não tinha nada a fazer ali. Estava errada e não ignorava isso, sentindo-se terrivelmente constrangida por ter sido apanhada em flagrante. Entretanto, não era como se ela tivesse entrado no quarto para roubá-lo. À medida que sua indignação crescia, pela maneira como fora interpretada, aumentava também sua vontade de enfrentar a dureza do olhar dele, fitando-o com igual altivez. – Estava curiosa para saber algo mais de sua vida e vim aqui para conversarmos. Eu… – Sacudiu a cabeça. – Não acontecerá outra vez.

Começou a caminhar em direção à porta, pretendendo deixá-lo com seu precioso segredo, mas não andou muito. Ao passar entre Glenn e a cômoda, ele a deteve, segurando-a pelos ombros delicadamente mas com firmeza. Depois fez com que ela ficasse de frente para ele. Seus olhares se cruzaram.

– Magda…

Sem poder continuar, puxou-a contra o peito e colou os lábios nos dela, apertando-a docemente. Magda experimentou uma fugaz vontade de resistir, de debater-se, de empurrá-lo, mas tudo não passou de um mero reflexo e desapareceu antes que ela percebesse, consumida pelo calor do desejo que tomara conta dela.  Passou os braços em torno do pescoço de Glenn e puxou-o também, afundando no ardor que a envolvera. A língua dele procurou a dela, deixando-a chocada ante tanta audácia – pois nunca ouvira dizer que alguém beijasse assim – e estonteando-a com o prazer que a carícia lhe provocara. As mãos de Glenn começaram a descer pelo corpo dela, acariciando-lhe as nádegas por cima da roupa, e subiram até os seios, deixando um rastro de calor por onde passavam. Depois desamarraram o lenço que cobria seus cabelos, atirando-o ao chão e passando a desabotoar-lhe o casaco de lã. Ela não o impediu. As roupas já lhe pesavam sobre o corpo e o quarto parecia estar tão quente…gostaria de tirá-las.

Houve um breve instante em que ela poderia ter detido aquilo, recuando e retirando-se. com o casaco já aberto, uma voz distante soou em sua mente: Serei eu mesma? O que está havendo comigo? Isto é uma loucura! Era a voz da antiga Magda, a Magda que enfrentara o mundo desde que sua mãe morrera. Esta voz, porém, era dominada pela outra Magda, uma estranha Magda que surgia lentamente entre as ruínas de tudo aquilo em que a antiga Magda acreditara. Uma nova Magda, despertada pela chama vital que ardia dentro do homem que naquele momento a tinha nos braços. O passado, a tradição, as conveniências – tudo havia perdido seu significado; o amanhã era um dia distante que ela poderia não chegar a ver nunca. Agora só aquele momento importava. E Glenn.

O casaco escorregou de seus ombros, depois a blusa branca. Quando os cabelos rolaram sobre suas costas e seus ombros nus, Magda sentiu um estranho calor. Glenn pucou então o sutiã, libertando-lhe os seios. Sempre com os lábios colados nos dela, ele passou de leve a ponta dos dedos sobre cada seio, detendo-se nos bicos endurecidos e traçando pequenos círculos que arrancavam dela gemidos de prazer. Afinal, os lábios dele foram baixando pela garganta de Magda até o vale entre os seios e daí para os bicos intumescidos, um de cada vez, a língua fazendo pequenos círculos úmidos sobre aqueles que os dedos dele haviam traçado. Com um pequeno grito ela agarrou-lhe a cabeça e empinou os seios contra seu rosto, estremecendo do gozo à medida que as ondas de arrebatamento começaram a pulsar no interior de sua pélvis.

Glenn levantou-a e colocou-a sobre a cama, retirando-lhe o resto das roupas, ao mesmo tempo que, com os lábios, não cessava de acariciá-la. Depois também ele se despiu inclinando-se por cima dela. As mãos de Magda começaram instintivamente a agir, correndo pelo corpo dele como se quisessem certificar-se de que tudo aquilo era real. Em seguida ele penetrou-a e, após a primeira estocada dolorida, ela sentiu-se possuída e foi maravilhoso.

Oh, Deus! – Pensava ela, enquanto os espasmos do prazer lhe percorriam o corpo todo. Então é assim? Era isso o que ela tinha perdido durante todos aqueles anos? Não podia ser! Aquilo era maravilhoso demais! E achava que não perdera nada, porque nunca teria gozado assim com qualquer outro homem que não fosse Glenn.

Ele começou a mover-se dentro dela e Magda procurou acompanhar-lhe o ritmo. O prazer aumentou, dobrando e redobrando, até que ela teve a impressão de que sua carne se derretia. Sentia que o corpo de Glenn começava a enrijecer à medida que igualmente sentia que o inevitável ia acontecer dentro dela. E aconteceu. Com seu corpo arqueado, os calcanhares apoiados no colchão, os joelhos dobrados para cima, Magda Cuza viu o mundo intumescer, estourar e partir-se em pedaços envolto num clarão de labaredas.

Após um momento, acompanhando sua respiração ofegante, ela sentiu, através das pálpebras de seus olhos fechados, que tudo se ajustava novamente.

O resto do dia foi passado naquela estreita cama, ambos sussurrando, rindo, trocando ideias, explorando-se mutuamente. Glenn sabia de tudo e ensinou-lhe uma porção de coisas: era como se a estivesse apresentando ao próprio corpo. Ele foi paciente, gentil e carinhoso, fazendo com que ela atingisse o ápice do prazer repetidas vezes. Ele fora seu primeiro amante. Magda não lhe disse isso, nem percisava dizer. Por outro lado, ela estava longe de ser a primeira amante dele. isto também não necessitava ser objeto de comentários nem Magda achou que tivesse importância. todavia, sentiu que ele se mostrava por demais fogoso, como se condenado voluntariamente à abstinência por um longo tempo.

O corpo dele a fascinava. O físico masculino era terra incógnita para Magda. Gostaria de saber se os músculos de todos os homens eram tão rijos e tão à flor da pele. Todos os pelos de Glenn eram vermelhos, e ele tinha ainda nemerosas cicatrizes no peito e no abdômen. Quando ela lhe pergunto a origem deles, ele respondeu que eram resultados de acidentes. E, para evitar novas perguntas, ele a excitou e ambos fizeram amor de novo. […]   

Para quem se interessar em ler o livro, já aviso que ele é 90% terror e suspense. O trecho acima transcrito é praticamente o única que envolve romance.

Livro: O Fotim
Autor: F. Paul Wilson
Editora: BestBolso
Edição: 2009

Anúncios

A pior deficiência está no coração

9 out

solidariedade

Eu li esse texto no site Solidariedade Animal e não pude deixar de colocar aqui. Eu chorei quando li…é perfeito!

“Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nove participantes, todos portadores de deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100m rasos. Ao sinal, todos partiram com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e vencer. Mas uma das garotas tropeçou, caiu e começou a chorar. As outras oito ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás. Então, se viraram e voltaram. Todas elas. Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo na menina e disse: “Pronto, agora vai sarar!”. E todas as nove competidoras deram os braços e andaram juntos, até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram vários minutos…
Os atletas eram portadores de deficiência mental, mas com certeza, não eram deficientes em seus espíritos… Lá no fundo, todos nós sabemos que o importante nesta vida, mais do que ganhar sozinho, é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos…”

Quem dera todos nós conseguíssemos ter pelo menos uma pequena parte da integridade e da solidariedade que essas pessoas tiveram. A pior deficiência está no coração…

Parábola

8 out

parabola

Esta é uma história de quatro pessoas: TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM.

Havia um trabalho importante a ser feito e TODO MUNDO tinha certeza de que ALGUÉM o faria.

QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fêz.

ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODO MUNDO.

TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.

Ao final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.

“Não espere que os outros tenham iniciativa. Faça vc primeiro! Tome vc a iniciativa! Tome vc a atitude! Ser expectador da vida é a pior forma de morrer.” Paloma

” Olhei para os animais abandonados no abrigo…os renegados da sociedade humana. Vi em seus olhos amor e esperança, medo e horror, tristeza e a certeza de terem sido traídos. Eu me revoltei e rezei: ” Deus, isso é horrível! Porque o Senhor não faz nada a respeito?” E Deus respondeu: “Eu criei você.” Autor desconhecido